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Ferramentas GEO: o que medem e o que mudam

Uma ferramenta GEO mede com que frequência ChatGPT, Perplexity, Gemini e os resumos com IA do Google citam sua marca. Quase nenhuma altera o seu site. É termômetro, não antitérmico — e essa é a única distinção que importa antes de assinar. Nenhuma das dez páginas que ocupam esta busca usa isso como eixo: agrupam por área funcional ou por porte de empresa. Aqui elas estão agrupadas por efeito: as que só medem, as que ajudam a escrever e as que mudam de fato o que o rastreador enxerga. Os preços foram lidos em 5 de setembro de 2026 na página de cada fornecedor, não no comparativo de terceiros. E em português existe uma camada que ninguém menciona: nesta mesma busca, «GEO» significa duas coisas diferentes.

Medir vs mudarPreços lidos em 05/09/2026Sem contaNão vendemos monitoramento

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O que uma ferramenta GEO mede de verdade

Por dentro, todos os produtos dessa categoria fazem a mesma coisa. Você cadastra uma lista de perguntas que seus clientes realmente fariam; a ferramenta dispara essas perguntas periodicamente contra vários modelos de linguagem, lê as respostas e conta: sua marca apareceu, em que ponto da resposta, com que tom, e quais fontes o modelo citou naquele momento. Daí saem três métricas — visibilidade (taxa de menção), share of voice contra concorrentes e sentimento — mais uma lista de domínios citados.

É um serviço real, e o preço tem uma razão mecânica: cada rodada queima tokens que o fornecedor paga. E é amostragem, não censo. Modelos não são determinísticos: amanhã respondem diferente à mesma pergunta. No ChatGPT não existe «primeira posição». O que você compra é uma frequência obtida repetindo a consulta muitas vezes — serve como tendência e não significa nada como medição isolada.

Há duas coisas que essas ferramentas não medem e que se confundem o tempo todo. Primeira: quantas pessoas realmente clicaram depois daquela resposta. Isso está nos dados de referrer do seu servidor, não dentro da ferramenta. Segunda: se a sua página chega a ser rastreada e indexada. Se o seu firewall devolve 403 para os rastreadores, o painel vai medir um zero rigorosamente exato por meses sem nunca dizer por quê.

Não são dois grupos, são três

Reordenando por «o que isso faz com o meu site» todas as ferramentas que os comparativos desta busca citam, sobram três montes:

GrupoO que fazO que muda no seu siteExige conta?
1. MedirDispara prompts, conta menções, coleta fontes citadasNadaSempre
2. Ajudar a escreverBriefings, nota de conteúdo, rascunhosSeu rascunho — que não é o que o rastreador vêSempre
3. ExecutarSitemap, hreflang, dados estruturados, llms.txt, deployExatamente o que o rastreador vêAs de navegador, não

O grupo 2 fica separado porque é ali que mora o mal-entendido mais caro. Nota de conteúdo muda o seu texto. Ela não diz uma palavra sobre a marcação de FAQ bater com as frases que aparecem na tela, sobre as versões por idioma se apontarem, ou sobre o sitemap cumprir o formato. E as falhas que quebram em silêncio e comem impressão estão justamente desse lado.

A prova está numa das páginas que o próprio Google traz para buscas irmãs desta: uma lista intitulada «ferramentas GEO gratuitas». Abrimos em 5 de setembro de 2026 — são seis instrumentos: um extrator de consultas em forma de extensão do Chrome, um índice de ranking GEO, uma nota de preparo de conteúdo, um grafo temático, uma nota de preparo para agentes e um detector de rastreadores de IA para WordPress. Os seis medem ou analisam. Nenhum gera schema, sitemap, llms.txt ou hreflang. «Gratuito» nessa categoria quase sempre quer dizer «medição gratuita», não «execução gratuita».

Em português, «GEO» são duas buscas diferentes

Isso não aparece em nenhuma das dez páginas que ocupam a busca, e é a primeira coisa que você precisa saber se escreve em português.

Em 5 de setembro de 2026, entre os dez resultados de ferramentas GEO no Brasil, o sexto não trata de inteligência artificial: é um artigo do geosemfronteiras.org chamado «7 Ferramentas de Geoprocessamento que estão no topo». Geoprocessamento, GIS, cartografia. O Google está entregando duas intenções incompatíveis na mesma página de resultados, porque em português geo- é um prefixo vivo: geoprocessamento, geoespacial, geolocalização.

Três consequências práticas:

  • Sua página precisa desambiguar na primeira frase. Se o seu H1 diz só «ferramentas GEO», você está competindo em dois agrupamentos temáticos ao mesmo tempo e não pertence claramente a nenhum. Escreva «otimização para motores generativos» por extenso pelo menos uma vez, no topo, junto da sigla.
  • O resumo com IA herda a ambiguidade. Esta busca tem resumo com IA ativo. O extrator decide de que grupo você é lendo o seu contexto, não a sua intenção.
  • Em inglês isso não acontece. Por isso os comparativos traduzidos do inglês — o sétimo resultado é a versão em português de um artigo da Semrush escrito em inglês — nunca mencionam. No idioma de origem o problema não existe.

O que existe de fato nos dez primeiros

Abrimos um por um em 5 de setembro de 2026. Não é leitura de título.

O primeiro lugar é uma thread do Reddit traduzida automaticamente para o português. Vale parar nesse detalhe: quando não há conteúdo bom escrito originalmente em português, o que ocupa o topo — e o que os modelos acabam citando — é fórum em inglês passado por tradução automática. É o argumento mais direto que existe a favor de escrever no idioma em vez de traduzir a página em inglês.

Os lugares 2, 3, 7, 8 e 9 são comparativos. Um guia com «32 plataformas», um post para agências, a tradução de um artigo da Semrush, uma lista de «melhores ferramentas de GEO» e um comparativo que se apresenta como específico do Brasil. Todos organizam por área funcional ou por preço. Nenhum organiza pelo que a ferramenta faz com o seu site.

O décimo é uma página de produto — a versão em português do mesmo painel de monitoramento que ocupa esta busca em espanhol. Preços na seção abaixo, lidos por nós.

O sexto é geoprocessamento, o assunto da seção anterior.

Sobre o quarto colocado precisamos ser explícitos: ele devolveu 403 Forbidden para uma requisição comum nossa em 5 de setembro de 2026. Não conseguimos ler o conteúdo, então não descrevemos o que ele é nem o que faz. Preferimos deixar o buraco visível a preencher com o que o título sugere.

Resumindo: quem busca ferramentas GEO em português e quer consertar alguma coisa hoje à tarde não tem para onde ir dentro dos dez primeiros. Dá para ler definições, cair numa tela de login, ou terminar em cartografia.

Preços de quem mede — lidos direto no fornecedor

Em 5 de setembro de 2026 abrimos as páginas de preço e copiamos o que está publicado. Acrescentamos uma coluna que os comparativos quase nunca trazem: quantos prompts cabem no plano de entrada. É esse número que decide se o plano serve.

PlanoPreçoO que entra
InicialUS$ 41/mês (anual US$ 490)15 prompts, 2 marcas, 4 motores entre 7
ProfissionalUS$ 83/mês (anual US$ 990)100 prompts, 10 marcas
EmpresaUS$ 333/mês (anual US$ 3.990)400 prompts, marcas ilimitadas
AdicionalUS$ 99/mês+100 prompts

A página não oferece plano gratuito. Ela anuncia «ferramentas GEO gratuitas» como porta de entrada, mas o produto em si exige login.

Posto assim, uma coisa aparece na hora: no plano de entrada, quinze prompts mal cobrem uma linha de produto. Se você dispara um prompt contra quatro motores duas vezes por semana, um único prompt já consome uma fatia relevante da sua cota mensal. A pergunta antes de assinar não é «quanto custa», e sim «quantas perguntas reais dos meus clientes cabem aqui».

Dois avisos para quem compra do Brasil. Primeiro: esses valores são de tabela em dólar. O que sai da sua conta é em real, com o spread do cartão e o imposto sobre operações financeiras que incide em compra internacional — a alíquota mudou mais de uma vez nos últimos anos e não conseguimos travar uma fonte oficial nesta sessão, então não publicamos número: confira a vigente antes de fechar o orçamento. Segundo: essa categoria mexe em preço rápido — trate qualquer tabela com mais de um mês, inclusive esta, como ponto de partida e não como fato.

Seis coisas que nenhuma ferramenta de medição faz por você

Não é opinião, é uma lista. Nenhum produto do grupo 1 faz nada disso:

  • Conferir se GPTBot, OAI-SearchBot, ClaudeBot e PerplexityBot recebem 200 do seu servidor. A causa quase nunca é o robots.txt: são as regras de bloqueio de bot, e o painel não enxerga a própria cegueira.
  • Confrontar seus dados estruturados com as frases que realmente aparecem na tela. Declarar na marcação algo que não está na página é o motivo clássico de resultados enriquecidos sumirem em silêncio.
  • Encontrar anotações hreflang que só existem em um sentido. O Google descarta esses pares sem avisar.
  • Validar o seu sitemap.xml contra o formato.
  • Dizer se uma página está indexada ou apenas publicada. São dois problemas com soluções diferentes.
  • Contar quantas pessoas realmente entraram a partir de uma resposta de IA. Isso só está nos seus dados de referrer.

Enquanto esses seis não estiverem resolvidos, uma assinatura de monitoramento está medindo com muita diligência um número no qual você não consegue mexer.

Cinco checagens para hoje à tarde, antes de assinar qualquer coisa

Todas têm fim, nenhuma custa dinheiro e cabem em meio expediente.

1. Os rastreadores recebem 200? Peça a sua própria página com a assinatura do bot e leia só a linha de status.

$ curl -sI -A "Mozilla/5.0 AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko; compatible; PerplexityBot/1.0; +https://perplexity.ai/perplexitybot)" https://exemplo.com.br/ | head -1
$ curl -sI -A "Mozilla/5.0 AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko; compatible; GPTBot/1.1; +https://openai.com/gptbot)" https://exemplo.com.br/ | head -1

Qualquer resposta que não seja 200 — 403, página de desafio, laço de redirecionamento — deixa as outras quatro checagens no plano teórico.

2. Seu robots.txt cita os rastreadores de IA pelo nome? Um Allow: / global basta tecnicamente, mas um bloco por bot deixa a intenção escrita para quem mexer no arquivo da próxima vez.

3. Sua marcação diz o que a página mostra? O gerador de schema de FAQ produz o JSON-LD e, junto, o HTML visível correspondente palavra por palavra. Você escreve uma vez e as duas faces saem idênticas — que é exatamente o que quebra quando são editadas em separado.

4. Suas versões por idioma se apontam? O gerador de tags hreflang devolve o conjunto completo de referências cruzadas, com x-default, mais o bloco equivalente para o sitemap. Vale para quem publica em pt-BR e pt-PT — e a documentação do Google é explícita: se duas páginas não apontam uma para a outra, as tags são ignoradas.

5. Seu sitemap e seu llms.txt cumprem o formato? O validador de sitemap XML devolve os erros com o número da linha se você colar ou arrastar o arquivo, e o validador de llms.txt confere linha a linha contra o formato publicado. Nenhum dos dois envia seu arquivo para lugar nenhum: tudo acontece no navegador.

O lado de executar: o que roda sem conta

Começando pelo que não temos. Do lado de medir, a Clize não tem produto. Não dizemos com que frequência o ChatGPT cita a sua marca. Se você precisa desse dado, compre do grupo 1 — ou pergunte você mesmo aos motores a cada duas semanas e anote quem é citado. É de graça e surpreendentemente informativo.

O que temos é o grupo 3, em português, sem cadastro. Tudo acontece dentro do navegador e nenhum arquivo é enviado: gerador de schema de FAQ, gerador de tags hreflang, validador de llms.txt e validador de sitemap XML.

Ao lado disso existe uma linha de comando, para quando quem trabalha não é uma pessoa com o navegador aberto e sim um agente. A central é a que lê os seus próprios números:

$ npm i -g @clize/clize && clize login
$ clize seo check --domain exemplo.com.br

Ela devolve: impressões, cliques e posição média do Search Console comparados ao período anterior; por página, o status HTTP real e o veredito de indexação do Google com as palavras dele (Submitted and indexed, Crawled — currently not indexed); e o tráfego por origem com os motores de IA contados à parte.

E uma nota honesta sobre nós mesmos, já que esta página acabou de apontar o dedo para quem não dá a sua: o clize seo check conta as visitas que chegam de um motor de IA, porque se baseia no referrer. Citação sem clique ele não vê. Se o que importa para você é «me citam?» e não «me visitam?», quem responde é o grupo 1, não nós.

O que usar em cada situação

Quase sempre duas perguntas resolvem: quem vai olhar é uma pessoa ou um agente? E você quer medir ou quer consertar?

Se a sua situação é……comece por…e não compre
Preciso reportar visibilidade em IA para a diretoria ou para um clienteGrupo 1, no plano mais barato, por um trimestreCota de API que ninguém vai usar
Quem consome os dados é um agente, não uma pessoaFornecedores com API/MCP, ou a linha de comandoLicença por assento de um painel que ninguém vai abrir
O site é novo e nem sei se está indexadoclize seo check e depois as ferramentas de navegador acimaNenhuma assinatura mensal, ainda
Publico em português e em inglês no mesmo domínioArrumar o hreflang primeiro, com x-default e nos dois sentidosPainel que mede menção enquanto o Google ignora suas anotações
Quero saber se o ChatGPT me recomendaGrupo 1 — ou perguntar você mesmo 15 minutos a cada duas semanas e anotarNossas ferramentas: isso nós não medimos

E um aviso que apontamos para nós mesmos. No nosso próprio domínio o lado técnico estava inteiro — marcação em cada página, llms.txt, sitemap limpo, onze rastreadores de IA liberados pelo nome — e mesmo assim as citações em IA demoraram. Execução é condição necessária, não suficiente. O que faltava era outros sites apontarem para nós, e para isso não existe ferramenta nenhuma nesta lista.

// Perguntas frequentes

O que é uma ferramenta GEO?

GEO é a sigla de Generative Engine Optimization (otimização para motores generativos). Uma ferramenta GEO mede se os motores generativos — ChatGPT, Perplexity, Gemini, os resumos com IA do Google — citam a sua marca e com que frequência. Você cadastra prompts, a ferramenta dispara periodicamente e conta menções, posição dentro da resposta, tom e fontes citadas. Atenção: em português «GEO» também é usado para geoprocessamento, e as duas intenções aparecem misturadas nesta mesma busca.

Quanto custam as ferramentas GEO?

Números lidos em 5 de setembro de 2026 na página do fornecedor. O painel que ocupa o décimo lugar desta busca em português cobra US$ 41/mês no plano de entrada (anual US$ 490, 15 prompts, 2 marcas), US$ 83/mês no Profissional (anual US$ 990, 100 prompts) e US$ 333/mês no Empresa (anual US$ 3.990, 400 prompts); mais 100 prompts custam US$ 99/mês. A página não oferece plano gratuito. O número que decide a compra não é a mensalidade, e sim quantos prompts cabem: quinze mal cobrem uma linha de produto. E lembre que é tabela em dólar — some o spread do cartão e o imposto de operação internacional vigente.

Existe ferramenta GEO gratuita e sem conta?

Para medir, não. Disparar prompts contra vários modelos custa dinheiro ao fornecedor a cada rodada, então sempre há cadastro. Sem conta existe o lado de executar: validar o sitemap.xml, conferir o llms.txt contra o formato, gerar hreflang com x-default e produzir schema de FAQ que bata palavra por palavra com o que aparece na tela. Vale ler a letra miúda das listas de «ferramentas gratuitas»: abrimos uma delas em 5 de setembro de 2026 e as seis ferramentas medem ou analisam — nenhuma gera schema, sitemap, llms.txt ou hreflang.

Por que aparecem resultados de geoprocessamento quando busco «ferramentas GEO»?

Porque em português «geo-» é um prefixo vivo: geoprocessamento, geoespacial, geolocalização. Em 5 de setembro de 2026, o sexto resultado desta busca no Brasil era um artigo sobre sete ferramentas de geoprocessamento, ou seja, GIS. Em inglês essa ambiguidade não existe, e por isso os comparativos traduzidos do inglês não a mencionam. Se você escreve sobre otimização para motores generativos, escreva a sigla por extenso já na primeira frase.

Uma ferramenta GEO conserta o meu site?

As de monitoramento não: elas reportam. As de conteúdo mudam o seu rascunho, que não é a mesma coisa que o rastreador vê. O que muda a página de verdade são as ferramentas de sitemap, hreflang, dados estruturados, llms.txt e deploy — o terceiro grupo. É a distinção que decide se você está pagando por um termômetro ou por um tratamento.

Por que escrever em português em vez de traduzir a página em inglês?

Porque o topo desta busca mostra o custo de não fazer isso: em 5 de setembro de 2026 o primeiro resultado era uma thread do Reddit em inglês traduzida automaticamente para o português. Quando não existe conteúdo bom escrito originalmente no idioma, é isso que ocupa o topo e é isso que os modelos citam. Some a isso a ambiguidade de «GEO» com geoprocessamento, que só existe em português e espanhol: uma tradução do inglês nunca vai tratar de um problema que o texto de origem não tem.

A Clize oferece rastreamento de visibilidade em IA?

Não, e preferimos dizer claramente. A Clize lê os dados dos seus próprios ativos: impressões, cliques, posições e status de indexação do Search Console, mais o tráfego por origem com os motores de IA contados à parte. Como se baseia no referrer, ela vê as visitas que chegam de uma IA, mas não vê citação sem clique. Se a sua pergunta é «me citam?», quem responde é uma ferramenta do primeiro grupo.

clize seo check — os seus números, de graça

Comece medindo o que você consegue mudar.

Um comando devolve posições e impressões do Search Console, o veredito de indexação do Google por página e o tráfego por origem com os motores de IA à parte.

$ npm i -g @clize/clize && clize login
$ clize seo check --domain exemplo.com.br
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